[{"data":1,"prerenderedAt":42},["ShallowReactive",2],{"page-\u002Fqualia\u002Fcorredor-urbano":3},{"id":4,"title":5,"body":6,"description":12,"extension":32,"meta":33,"navigation":34,"path":35,"published-at":36,"rawbody":37,"seo":38,"stem":39,"written-at":40,"__hash__":41},"content\u002Fqualia\u002Fcorredor-urbano.md","Corredor urbano",{"type":7,"value":8,"toc":28},"minimark",[9,13,16,19,22,25],[10,11,12],"p",{},"As partículas de sujeira entravam pela janela aberta do ônibus. Havia consciência, mas também havia cabelos voando e aquela sensação gostosa de olhos semicerrados. Partículas de sujeira saem com água, mas sentimento bom se algema ao corpo, impregna e dá sentido àquele abismo existencial. Minto, sentimento bom nos faz esquecer a fossa abissal que é o interi fragmentado chamad…",[10,14,15],{},"— Ô! Te dou uma carona se quiser, mas vai ter que ir no meu colo — Risada.",[10,17,18],{},"Como emergir após um mergulho profundo, ser puxada de seus devaneios de forma tão abrupta tonteia. A realidade se torna desfocada, tudo parece importante, logo, nada o é.\nO cabelo agora repousava sujo sobre os ombros, o barulho do motor inexistia. Se deu conta do sinal, a luz vermelha pairava no ar.",[10,20,21],{},"— Ô, to falando com você. Tu é surda?",[10,23,24],{},"Um aroma querido pairava no ar. De canto de olho fitou a desagradável figura que lhe presenteou com embolia. Nada de especial. Fingiu-se de surda.",[10,26,27],{},"O sinal completou seu ciclo e rindo de alguma piada própria, coisa para ela tão pior quanto curtir a própria publicação, o homem acelerou buzinando. Uma tímida fumaça fez seu rastro no ar e ela, colocando o rosto no corredor urbano inalou com gosto o narcótico. Não era do tipo que via lado bom em tudo, achava isso nóia de gente com fé demais, tudo que transborda acaba fazendo bagunça.",{"title":29,"searchDepth":30,"depth":30,"links":31},"",2,[],"md",{},true,"\u002Fqualia\u002Fcorredor-urbano","2026-04-20","---\ntitle: \"Corredor urbano\"\nwritten-at: 2019-04-20\npublished-at: 2026-04-20\n---\n\nAs partículas de sujeira entravam pela janela aberta do ônibus. Havia consciência, mas também havia cabelos voando e aquela sensação gostosa de olhos semicerrados. Partículas de sujeira saem com água, mas sentimento bom se algema ao corpo, impregna e dá sentido àquele abismo existencial. Minto, sentimento bom nos faz esquecer a fossa abissal que é o interi fragmentado chamad…\n\n— Ô! Te dou uma carona se quiser, mas vai ter que ir no meu colo — Risada.\n\nComo emergir após um mergulho profundo, ser puxada de seus devaneios de forma tão abrupta tonteia. A realidade se torna desfocada, tudo parece importante, logo, nada o é.\nO cabelo agora repousava sujo sobre os ombros, o barulho do motor inexistia. Se deu conta do sinal, a luz vermelha pairava no ar.\n\n— Ô, to falando com você. Tu é surda?\n\nUm aroma querido pairava no ar. De canto de olho fitou a desagradável figura que lhe presenteou com embolia. Nada de especial. Fingiu-se de surda.\n\nO sinal completou seu ciclo e rindo de alguma piada própria, coisa para ela tão pior quanto curtir a própria publicação, o homem acelerou buzinando. Uma tímida fumaça fez seu rastro no ar e ela, colocando o rosto no corredor urbano inalou com gosto o narcótico. Não era do tipo que via lado bom em tudo, achava isso nóia de gente com fé demais, tudo que transborda acaba fazendo bagunça.",{"title":5,"description":12},"qualia\u002Fcorredor-urbano","2019-04-20","bbkTLn4IcT6WNvRL6qRACDEKeleJ795lmS_S23tiiLo",1776715314687]